fev
22
2010

O joio e o trigo

Dizem os críticos que as redes sociais da web são reproduções em larga escala da pior face da vida em sociedade - aquela em que banalidades, besteiras e inutilidades entretêm públicos cada vez maiores em todas as partes, recortando de forma transversal faixas etárias, classes sociais e gênero. E a crítica tem sua razão de ser. Basta, por exemplo, tomar a lista dos vídeos mais vistos do Youtube, conforme a Veja, e não há nada muito além de passatempo gratuito. A wikipedia, que se pretende como a maior enciclopédia digital do mundo, é apontada como uma central de conteúdo colaborativo que já ultrapassou a marca de dois milhões de artigos. Entretanto, menos de 5% dos usuários de fato criam ou editam conteúdo.

Porém, as críticas são exageradas. Há muita coisa boa na web e esse blog vem mostrando algumas delas. As próprias redes sociais têm sido usadas com fins mais úteis, como na política - e espera-se que nesse ano eleitoral elas sejam usadas como amplos espaços de discussão democrática -, ou para o desenvolvimento de negócios. A propósito, aqui há uma lista de 20 redes sociais em inglês exclusivamente voltadas ao mundo de negócios. No Brasil, há uma iniciativa interessante, a Emprelink, especialmente focada em pequenas e médias empresas - uma rede social que já congrega mais de 700 delas que, pela rede, trocam informações, firmam parcerias e fecham negócios (veja entevista na TV Estado aqui).

A briga entre o que é bom e o que é ruim, e por consequência, entre críticos e entusiastas da web parece estar longe de ter um fim. O único árbitro continua sendo o usuário e é para ele que é deixada, em última análise, a decisão de fazer boas escolhas.

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