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Jogos conectados

Jogos Rio 2016: um desafio olímpico

Contexto

No dia 02 de outubro de 2009, na Dinamarca, o Comitê Olímpico Internacional elegeu a cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Nascia naquela data um dos maiores desafios para uma cidade da América do Sul: sediar, pela primeira vez, o megaevento que a cada quatro anos reúne milhares de atletas de mais de 200 países e é acompanhado pela metade da população do planeta. Caberia ao Rio de Janeiro se adaptar para acolher e atender, com excelência, 15.700 atletas e paratletas, 25 mil jornalistas, mais de 40 chefes de Estado ou seus representantes e mais de 500 mil turistas estrangeiros. E, o mais importante, preparar tudo pensando em melhorias concretas e definitivas para os próprios cidadãos cariocas — o tal do legado, que era visto com ceticismo por muitos.

Do ponto de vista da comunicação, o momento era único: estes seriam os Jogos mais conectados da história, com milhões de smartphones registrando e transmitindo ao mundo todos os detalhes das competições, mas também da cidade anfitriã, levando a imagem do Rio de Janeiro para todo o planeta. A casa, portanto, tinha que estar muito bem arrumada, e todos — atletas, autoridades mundiais, turistas e cidadãos — deveriam ter essa percepção positiva desde a preparação do evento.

Desafios

O cenário pré-Jogos Olímpicos trazia uma série de adversidades. A promoção do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Rio 2016 enfrentava desconfianças interna e externamente, e vários eram os motivos: os supostos atrasos nas obras, a dificuldade de despoluição da Baía de Guanabara, o avanço de casos de zika, a ameaça de ataques terroristas e as crises política e econômica que atingiram o Estado do Rio e o país. Os moradores ainda se sentiam excluídos da festa, fosse pelos altos preços dos ingressos, fosse por considerar que o evento parecia favorecer apenas turistas.

Faltando cinco meses para o início dos Jogos, quando a FSB Comunicação começou a trabalhar na conta, a Prefeitura já tinha um ecossistema digital robusto porém ainda não existia uma estratégia de comunicação digital consolidada que transformasse a ideia do legado em algo palpável e que mobilizasse o carioca.

Estratégia

Nesse complexo contexto, a FSB traçou estratégia focada em 3 pilares: Serviços, o Legado é o Principal e Engajar a Cidade Conectada. O desdobramento foi: 1) Manter os cariocas – e também potenciais turistas – muito bem informados sobre todas as transformações pelas quais a cidade vinha passando, em tempo real; 2) Tornar concreta para a população a percepção do legado para toda a cidade; 3) Engajar e motivar a população a participar dos Jogos e ajudar a tornar esta edição do evento a melhor da história. O principal público-alvo eram os cidadãos cariocas. Mas outros públicos também foram alvos de atuação no ambiente digital: turistas nacionais e estrangeiros, jornalistas e influenciadores digitais.

Resultados

Que os Jogos Olímpicos foram um sucesso, isso o mundo inteiro já sabe. Durante 47 dias, o mundo se reuniu no Rio para celebrar o esporte e toda a sua diversidade, conheceram nossa cultura, provaram da gastronomia e aprovaram a hospitalidade dos brasileiros. Pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo mostrou que, para 88% dos turistas, a viagem atendeu ou superou suas expectativas. Entre os cariocas, missão igualmente cumprida: pesquisa feita pela Rede Bandeirantes em parceria com a ESPM com moradores da cidade do Rio um mês após a Olimpíada mostrou que 66% perceberam melhorias na cidade após os Jogos, e, para 61%, o legado estava sendo mantido e atualizado em sua maioria ou em parte.

De março a novembro de 2017, foram produzidas mais de 500 matérias para o site Cidade Olímpica, que receberam mais de 5,4 milhões de visualizações, de mais de 40 países. Somente durante os Jogos, foram mais de 1,2 milhão de visualizações.

Nas redes sociais, o Cidade Olímpica alcançou diretamente mais de 6,4 milhões de usuários, apenas no Facebook, com 554 posts, 6.180 interações em tempo real e 1,3 milhão de visualizações de vídeos. Na soma de todos os canais, mais de 15 milhões de pessoas foram alcançadas/engajadas. No Twitter, foram mais de 996 mil pessoas impactadas diretamente. Os vídeos geraram mais de 1,7 milhão de visualizações e mais de 8 milhões de pessoas alcançadas nas redes, com filmes sendo utilizados por diversas emissoras de TV, como a Rede Globo, e inclusive pelo COI – Comitê Olímpico Internacional, que distribuiu as imagens para todo o mundo. O resultado da ação colaborativa #EuNosJogos recebeu mais de 400 fotos, trazendo o carioca para a festa. Entre os dias 5 de agosto e 18 de setembro, a hashtag #CidadeOlímpica contabilizou 14.932 posts.

Como visto, pesquisas, números de alcance e percepção geral convergem para a conclusão de que o brasileiro e o carioca engajaram-se, abraçaram os Jogos, lotaram o Boulevard Olímpico no Píer Mauá, e o Brasil fez bonito dentro e fora do ambiente digital. Resultados que, assim como os dos nossos atletas, deixaram o orgulho pelo trabalho realizado no ambiente digital no lugar mais alto do pódio.

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