EM: Pra Pensar, POSTADO POR: Cadu Correa
Os números não mentem. Pesquisas* mostram que o design, usado como ferramenta estratégica, potencializa qualidade, lucros e competitividade.
A primeira pesquisa, realizada em 2004 com 1.500 empresas britânicas pelo Design Council de Londres, apontou que somente 2% dos empreendimentos obtiveram um crescimento rápido nos negócios. Essa pequena parcela foi justamente a que fez maior uso do design. Mais tarde, uma nova pesquisa revelou que:
75% das empresas que ignoraram o design precisaram competir nos preços, jogando-os para baixo;
83% das companhias que abraçaram o design viram seu espaço no mercado crescer. Das empresas que o ignoraram, apenas 46% conseguiram bons resultados;
80% das campeãs em design abriram novos mercados em até três anos. Enquanto apenas 42% das empresas sem design enxergaram novas portas.
Aqui, em 2007, a FGV junto com a Associação dos Designers de Produto avaliou o impacto do design no desempenho das empresas brasileiras.
No Brasil os dados levantados foram:
90% das empresas entrevistadas deram ao design importância estratégica;
87% admitiram lançar mão dele na hora de investir em um produto;
Para 85%, design é sinônimo de investimento;
Para 95%, o uso do design foi decisivo para o aumento de competitividade.
As empresas que participaram do estudo também disseram que a margem de lucro cresceu 77% em decorrência do design de produto.
Cada vez mais o design vai deixando de ser visto como a cereja do bolo e passa a ser reconhecido pelo que realmente é. Uma poderosa ferramenta propulsora de inovação e diferencial competitivo sustentável.
Hoje esses números a favor do design são ainda maiores, pergunte para o Steve Jobs e sua turma na Apple. Mas, infelizmente, ainda faltam muitas empresas acordarem para isso.
*fonte: “Idéias que viram marcas”, Época Negócios, nº7, Setembro de 2007.