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Governo Bolsonaro

A um mês da posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro já definiu quase todos os nomes da sua equipe de governo. Gerou alguns ruídos na parte política, ao indicar três políticos filiados ao DEM – Ônyx Lorenzoni para a Casa Civil, Tereza Cristina para a Agricultura e Luiz Henrique Mandetta para a Saúde – provocando ciúmes entre aliados e nos correligionários dos indicados, que enxergaram uma ação planejada para minar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara.

As indicações para a área econômica mostram a força, já imaginada, de Paulo Guedes, que emplacou os nomes que desejava para os postos estratégicos. Trouxe a experiência de Joaquim Levy para o BNDES, colegas de transição para a Petrobras (Roberto Castello Branco) e Banco do Brasil (Rubem Novaes), um ex-colega de Pactual para a Caixa Econômica (Pedro Guimarães) e o neto de um ícone do liberalismo econômico nacional para o Banco Central (Roberto Campos Neto).

Fortaleceu a presença de Sérgio Moro na Justiça, permitindo a ele trazer a equipe da Lava-Jato para o plano federal, seja no comando da Polícia Federal ou em departamentos estratégicos do próprio MJ.

Bolsonaro também confirmou a indicação de Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia e de nomes técnicos para Advocacia-Geral da União (AGU) e Controladoria-Geral da União (CGU).

Para a Educação, foi fiel à sua plataforma de campanha e escolheu um ministro, Ricardo Vélez-Rodrigues , teólogo, com formação militar e favorável ao Escola Sem partido.

Os escolhidos

Paulo Guedes Ministro da Economia

Paulo Guedes
Ministro da Economia

Economista, é Ph.D pela Universidade de Chicago, uma das academias mais respeitadas no âmbito do liberalismo econômico. Guedes foi um dos fundadores do Pactual, sócio fundador e diretor executivo da JGP Gestão de Recursos e membro do conselho diretor da PDG Realty S.A.

Roberto Castello Branco Presidente da Petrobras

Roberto Castello Branco
Presidente da Petrobras

Doutor em economia pela FGV e pós-doutorado na mesma área pela Universidade de Chicago. Foi professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Presidente Executivo do IBMEC, diretor do Banco Central, economista-chefe da Vale do Rio Doce.

Roberto Campos Neto Presidente do Banco Central

Roberto Campos Neto

Presidente do Banco Central

O economista tem especialização pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) e uma carreira de quase 18 anos no Santander, só interrompida por uma curta passagem pela gestora de recursos Claritas. No processo de escolha, as credenciais técnicas do futuro presidente do BC se juntaram a um aspecto importante: o economista é neto de Roberto Campos, um ícone da escola liberal brasileira, morto em 2001.

Rubem Novaes Presidente do Banco do Brasil

Rubem Novaes
Presidente do Banco do Brasil

Integrante do Instituto Millenium, participou mais ativamente dos debates de desestatização. Foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidente do SEBRAE e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). É autor do livro “Investimentos Estrangeiros no Brasil: uma Análise Econômica” (Ed. Expressão e Cultura). Novaes tem PhD em Economia pela Universidade de Chicago, nos EUA.

Pedro Guimarães Presidente da Caixa Econômica Federal

Pedro Guimarães
Presidente da Caixa Econômica Federal

Sócio do banco de investimento Brasil Plural, Guimarães possui mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro na gestão de ativos e reestruturação de empresas. Doutor em Economia pela Universidade de Rockester (EUA), especializou-se em privatizações. Guimarães trabalhou no BTG Pactual ainda quando o futuro ministro da Economia era sócio do banco de investimento. O Banco Brasil Plural e o Bank of America Merril Lynch fizeram recentemente um estudo apontando que o governo pode levantar de R$ 500 bilhões a R$ 800 bilhões só com a venda de estatais.

Joaquim Levy Presidente do BNDES

Joaquim Levy

Presidente do BNDES

PhD em economia pela Universidade de Chicago e atuou nos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Na gestão FHC, foi secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e, em 2001, economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Em janeiro de 2003, foi designado secretário do Tesouro Nacional, onde ficou até 2006.

Foi secretário de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato de Sérgio Cabral Filho, onde ficou até 2010. De junho deste mesmo ano a 2014 trabalhou na divisão de gestão de ativos do Banco Bradesco (Bradesco Asset Management.)

Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) Ministro-chefe Casa Civil

Ônyx Lorenzoni (DEM-RS)
Ministro-chefe da Casa Civil

Foi reeleito para o quinto mandato como deputado federal, quase sempre pelo DEM, embora tenha iniciado a trajetória politica no PL (hoje PR).

Foi um dos principais organizadores da bancada de apoio parlamentar à candidatura presidencial de Bolsonaro. Relatou o projeto que transformou as 10 Medidas contra corrupção propostas pelo Ministério Público Federal em lei.

Gustavo Bebianno Ministro da Secretaria-Geral da Presidência

Gustavo Bebianno

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência

Advogado de Bolsonaro e presidente interino do PSL. Filiou-se em janeiro ao partido. Antes de aproximarse do presidente eleito, trabalhou em um dos maiores escritórios de advocacia do país, de Sérgio Bermudes, com sede no Rio de Janeiro

General Heleno Ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional

General Heleno
Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

Augusto Heleno Ribeiro Pereira é general da reserva do Exército Brasileiro. Graduou-se a aspirante oficial em 1969 e exerceu diversos postos de comando de destaque ao longo de sua trajetória. De junho de 2004 a setembro de 2005, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) e comandante militar da Amazônia.

General Santa Cruz

General Santos Cruz
Secretaria de Governo

Carlos Alberto Santos Cruz é general de divisão da reserva do Exército Brasileiro. Formado em Engenharia Civil pela PUC-Campinas, tornou-se aspirante a oficial na AMAM em 1974. Entre 2001 e 2003, foi adido militar junto à Embaixada do Brasil em Moscou, Rússia. Comandou a missão de paz no Haiti (Minustah) entre setembro de 2006 e abril de 2009.

Atingiu o posto de general de divisão de março de 2009 e passou para a reserva em novembro de 2012.Em seguida tornou-se assessor especial do Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Em abril de 2013, foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o comando da missão de paz na República Democrática do Congo (MONUSCO).

Tereza Cristina Ministra da Agricultura

Tereza Cristina
Ministra da Agricultura

A deputada é presidente da FPA (Frente Parlamentar Mista da Agropecuária), grupo que reúne mais de 200 parlamentares, entre deputados federais e senadores. Engenheira agrônoma, foi secretária de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo do Mato Grosso do Sul, de 2007 a 2014. Foi eleita deputada federa em 2014 pelo PSB, mas pediu desfiliação do partido por ser contrária a denúncia contra o presidente Michel Temer. Depois disso, Tereza Cristina filiou-se ao DEM.

Luiz Henrique Mandetta Ministro da Saúde

Luiz Henrique Mandetta
Ministro da Saúde

Nascido em Campo Grande (MS), Mandetta é médico ortopedista formado pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro (RJ), com especialização em ortopedia infantil em Atlanta (EUA). Nos anos 1990, trabalhou durante um ano como médico do Exército, no posto de tenente – o período correspondia ao serviço militar obrigatório da época.

Mandetta entrou para a política em 2005, assumindo a Secretaria de Saúde da cidade de Campo Grande, no governo de Nelson Trad Filho (MDB), conhecido como Nelsinho Trad. Antes, de 2001 a 2004, foi presidente da Unimed de Campo Grande. Em 2010, candidatou-se para seu primeiro cargo público, o de deputado federal. Em 2014, Mandetta reelegeu-se deputado federal com 57,3 mil votos.

Ricardo Vélez-Rodrigues Ministro da Educação

Ricardo Vélez-Rodrigues
Ministro da Educação

Rodríguez é professor associado aposentado da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana e em teologia pelo Seminario Conciliar de Bogotá, é mestre em filosofia pela PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e doutor, também em filosofia, pela Universidade Gama Filho.Realizou uma pesquisa de pós-doutorado no Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, em Paris.

Sérgio Fernando Moro Ministro da Justiça

Sérgio Fernando Moro

Ministro da Justiça

Magistrado federal de 1ª instância, Sérgio Moro ganhou projeção nacional ao ficar responsável pelo julgamento das ações penais da Operação-Lava Jato, em Curitiba. É formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná.

Integra a equipe de transição após aceitar o convite de Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça.

Maurício Valeixo Superintendente-geral da PF

Maurício Valeixo
Superintendente-geral da PF

Nasceu em Mandaguaçu (PR) e formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O delegado atuou em fases da Lava Jato e coordenou a operação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de fazer parte dos quadros da PF, foi delegado da Polícia Civil, onde integrou o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), trabalhando no combate a organizações criminosas.

Como delegado da PF, trabalhou na divisão que combate o tráfico internacional de drogas, foi diretor da diretoria de Inteligência, adido policial em Washington, nos Estados Unidos, e chefiou a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) – o posto número 3 da PF.

Wagner de Campos Rosário Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU)

Wagner de Campos Rosário

Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU)

Graduado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestre em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Wagner Rosário atuou como funcionário de carreira, sendo o primeiro servidor a assumir o cargo de secretário-executivo e ministro.

Também foi capitão do Exército.Na CGU, trabalhou também na área de Operações Especiais, responsável por investigações conjuntas de combate à corrupção, em articulação com a Polícia Federal e ministérios públicos (Federal e Estadual).

General Fernando Azevedo e Silva Ministro da Defesa

General Fernando Azevedo e Silva
Ministro da Defesa

Militar com uma longa ficha de serviços prestados. Recentemente, estava na assessoria do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Tornou-se aspirante a oficial de Infantaria em 1976, general de Exército em 2014, passando para a reserva em 2018.Ao longo da carreira foi comandante militar do Leste e chefe do Estado-Maior do Exército e chefiou a Autoridade Pública Olímpica durante a gestão da presidente Dilma Rousseff.

No exterior, desempenhou a função de Chefe de Operações na Missão de Paz da ONU, no Haiti. Já na posto de general, Azevedo e Silva comandou a Brigada de Infantaria Paraquedista e o Centro de Capacitação Física do Exército.

Ao longo da sua vida militar, foi agraciado com 17 condecorações nacionais e quatro estrangeiras, segundo seu perfil na página Comando Militar do Leste, do Exército.

André Luiz de Almeida Mendonça ministro da Advocacia-Geral da União (AGU)

André Luiz de Almeida Mendonça
Ministro da Advocacia-Geral da União (AGU)

Advogado da União desde fevereiro de 2000, ele atua desde 2016 como assessor especial do ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, que permanecerá no cargo no governo Bolsonaro. Com atenção e trabalho voltados ao combate à corrupção, Mendonça dirigiu, em 2008, o Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa, nomeado por Dias Toffoli (à época na AGU, hoje presidente do Supremo Tribunal Federal), que criou o departamento. A equipe liderada por ele recuperou R$ 491 milhões em três anos.

Mendonça nasceu em Santos (SP). Antes de entrar para a AGU, foi advogado da Petrobras Distribuidora, também concursado. Além do curso de Direito, formou-se em Teologia, em Londrina (PR), e hoje é pastor.

Marcos César Pontes Ministro da Ciência e Tecnologia

Marcos César Pontes
Ministro da Ciência e Tecnologia

O futuro ministro de Ciência e Tecnologia é tenentecoronel da reserva da Força Aérea Brasileira. Foi o primeiro astronauta brasileiro, sul-americano e lusófono a ir ao espaço na “Missão Centenário”, em comemoração aos 100 anos do voo do 14 bis, projetado por Santos Dummont. Desde 2011, atua como embaixador da Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial (Unido).

Ernesto Araújo Ministro das Relações Exteriores

Ernesto Araújo
Ministro das Relações Exteriores

Ernesto Henrique Fraga Araújo, diplomata há 29 anos, foi promovido no primeiro semestre deste ano ao cargo de ministro de primeira classe, o posto mais alto na hierarquia diplomática – embaixador.Atuou como o número 2 da embaixada brasileira em Ottawa, ministro-conselheiro em Washington e chefe da Divisão de Serviços e Investimentos do Itamaraty, além de ter atuado em Bruxelas e Berlim, junto à União Europeia (UE).

Antes da indicação para ministro, era diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos.

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